A gente costuma associar o cansaço apenas a dormir pouco, trabalhar demais ou ter uma rotina corrida.
Mas existe um tipo de desgaste que passa quase despercebido: o excesso de estímulos que o cérebro recebe o dia inteiro.
Quem vive em uma grande cidade está cercado de sons o tempo todo. Buzinas, motos, ônibus, obras, sirenes, pessoas falando, televisão, música, notificações, máquinas, trânsito, vizinhos. E existe uma coisa curiosa: mesmo quando você acha que já se acostumou com aquele barulho, o seu cérebro não necessariamente deixou de processá-lo.
Ele continua recebendo essas informações, filtrando o que é importante, identificando possíveis ameaças e tentando decidir o que merece ou não a sua atenção.
Tudo isso exige energia.
Por isso, às vezes, você passa o dia inteiro aparentemente bem e, quando chega em casa, percebe que está muito mais irritado, impaciente ou mentalmente cansado do que imaginava.
Pode surgir aquela sensação de cabeça cheia, dificuldade para se concentrar, vontade de ficar sozinho, incômodo com qualquer pequeno barulho ou até a impressão de que você simplesmente “não aguenta mais nada”.
O ruído também pode dificultar que o nosso organismo saia completamente de um estado de alerta. Sons imprevisíveis, principalmente, fazem o cérebro continuar monitorando o ambiente.
E quando existe uma exposição constante a estímulos, algumas pessoas podem perceber aumento da sensação de ansiedade, tensão, irritabilidade e sobrecarga.
É como se não existisse um verdadeiro intervalo entre um estímulo e outro.
E talvez seja justamente por isso que o silêncio pode ser tão reparador.
Às vezes, aquilo que você chama de “falta de paciência” pode ser apenas um cérebro cansado de receber informação demais.
Criar pequenos momentos de redução de estímulos ao longo do dia pode ajudar muito: ficar alguns minutos sem celular, desligar sons desnecessários, caminhar em locais mais tranquilos, diminuir o volume do ambiente ou simplesmente permitir-se ficar em silêncio.
Não precisamos viver em silêncio absoluto.
Mas precisamos de momentos em que o cérebro não precise competir com o mundo inteiro pela nossa atenção.
E, para quem vive, trabalha ou passa muitas horas em ambientes muito ruidosos, o uso pontual de protetores auriculares ou abafadores de ruído também pode ser uma ferramenta interessante para reduzir a sobrecarga sonora e melhorar o conforto e a qualidade de vida.
Menos barulho. Mais espaço para o que realmente importa.
Se o excesso de sons também pesa na sua rotina, os Protetores Auriculares Nebula podem ser uma alternativa para reduzir a intensidade dos ruídos em diferentes momentos do dia.
Existem situações em que não podemos simplesmente desligar os sons ao nosso redor. No transporte, no trabalho, em viagens ou até mesmo em momentos de descanso, reduzir o impacto do excesso de barulho pode tornar esses ambientes mais confortáveis.
O que você pode fazer a partir de hoje
- Observe quais ambientes e momentos do seu dia concentram mais barulho e estímulos ao mesmo tempo.
- Perceba como você se sente depois de passar muitas horas nesses ambientes. Irritação, impaciência e aquela sensação de “cabeça cheia” podem aparecer só quando o dia desacelera.
- Experimente criar pequenos intervalos com menos estímulos: alguns minutos sem celular, menos sons acontecendo ao mesmo tempo ou uma caminhada por um lugar mais tranquilo.
- Quando estiver em casa, desligue sons que não precisam estar competindo pela sua atenção o tempo inteiro.
- Se você passa muitas horas em ambientes ruidosos, recursos de redução de ruído, como protetores auriculares, também podem ser utilizados pontualmente para tornar esses momentos mais confortáveis.
- Acompanhe a Dra. Jessica Martani (@dra.jessicamartani) para encontrar mais conteúdos sobre saúde mental e bem-estar.
Você não precisa eliminar todos os sons da sua rotina. Talvez o que esteja faltando sejam alguns momentos em que seu cérebro não precise competir com o mundo inteiro pela sua atenção.
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Esse conteúdo foi escrito pela Dra. Jessica Martani, médica psiquiatra, CRM163249. Em seu perfil (@dra.jessicamartani), compartilha conteúdos, aulas e palestras realizadas envolvendo o universo da psiquiatria, traduzindo ciência em consciência
Entenda sua mente! Mude seus padrões.
Este conteúdo tem caráter educativo e informativo e não substitui avaliação, diagnóstico ou acompanhamento individualizado realizado por um(a) profissional habilitado(a).